Acusado de matar o Advogado Arthur Wanderbroock e Alessandro Rigato é condenado em Jaru

Atirador entrou no local e começou a atirar nas vítimas. Delegado acredita que crime tem as características de uma execução.

Um dos envolvidos na participação no duplo homicídio cometido no dia 16 de abril de 2016 que vitimou Alessandro Célia Rigato e o advogado Arthur Wanderbroock foram foi condenado na tarde de segunda-feira (9) durante tribunal do júri no Fórum da Comarca de Jaru (RO), região a pouco mais de 290 quilômetros de Porto Velho.

Marcelo Vicente Celestino foi condenado a 38 anos de prisão. O outro acusado foi absolvido. A decisão cabe recurso.

O crime aconteceu na tarde de 16 de abril de 2016 em Jaru. Na ocasião, Arthur Wnaderbroock e Alessandro Célia Rigato almoçavam em um restaurante, quando duas pessoas em uma motocicleta os abordaram.

O suspeito que estava de carona desceu da moto e efetuou vários disparos contra Alessandro, que também atingiram Arthur. Logo após o ato, o homem fugiu.

Em janeiro do ano passado, a Polícia Civil concluiu quem era o envolvido no assassinato. À época, Marcelo costumava ficar em uma propriedade rural de Seringueiras, onde trabalhava como segurança.

Dois meses depois, foi cumprido um mandado de prisão contra Marcelo e mais um suspeito pelos assassinatos. Ambos foram ouvidos e encaminhados à Casa de Detenção de Jaru.

Inocentado

Durante o julgamento, Marcelo Celestino inocentou o outro acusado de participação do crime. Em depoimento, o réu revelou que o atirador foi, na verdade, Fabiano Rosa da Silva, o “Coyote”.

Ele foi assassinado à tiros em 28 de Junho de 2016, enquanto seguia de moto pela RO-464, sentido ao município de Theobroma.

Marcelo foi quem dirigiu a moto com o atirador até o local do crime e o ajudou na fuga.

Marcelo foi condenado a 20 anos de reclusão pelo homicídio pelo duplo assassinato, totalizando 38 anos de prisão a serem cumpridos, inicialmente, no regime fechado.

Ao G1, Lucas Couto, defensor público designado para o caso, comentou que, agora, a intenção do réu é de recorrer da sentença. “Ele manifestou o desejo de recorrer. Logo, haverá recurso”, disse Lucas.

Entenda o caso

O advogado Arthur Wanderbroock foi assassinado a tiros no dia 16 de abril de 2016. No momento do crime, ele almoçava na companhia do amigo Alessandro Célia Rigato, que também foi morto.

Na época, o delegado Renato Cavalheiro, contou que o crime ocorreu por volta das 14h30, em um restaurante da cidade.

Um homem teria chegado ao local em uma motocicleta e foi em direção a mesa onde estavam as vítimas, quando sacou uma arma de fogo e começou a disparar na direção de Alessandro. O advogado chegou a ser socorrido com vida até o hospital municipal, mas não resistiu aos ferimentos.

Fonte:Planeta Folha

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