ARIQUEMES (Pág 8)

Entrevista com Prefeito Thiago Flores

 

O Prefeito de Ariquemes Thiago Flores foi procurado pela equipe de Reportagem do Programa Bronca da Pesada que vai ao ar pelo Canal 35 para prestar esclarecimento sobre a denúncia de Jennefer Macedo.

       A jovem Jennefer Macedo fez uma denúncia grave em sua página no Facebook, afirmando que uma parente sua estava internada no Hospital Regional de Ariquemes, onde passou por uma cirurgia nas pernas, pois sofre de Erisipela. Segundo Jennefer, após a cirurgia a paciente não teria recebido os cuidados necessários na troca dos curativos, sendo usado somente soro fisiológico. Com isto os ferimentos teriam infecionado, criando larvas. O vídeo foi feito pela parente da paciente. Jennefer chegou a afirmar que os próprios parentes tiveram que comprar produtos de limpeza, pois o banheiro estaria imundo e com moscas. O programa Bronca da Pesada noticiou a denúncia e cobrou providência do Prefeito de Ariquemes e do Secretário Municipal de Saúde.
Confira o vídeo que causou a revolta da sociedade Ariquemense.

 

 

 

FONTE: Ariquemes190

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari, informou que dois dos falsos advogados envolvidos na organização criminosa suspeita de aplicar fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Rondônia estavam sendo investigados pelo órgão. De acordo com a Polícia Federal (PF), o grupo chefiado por um dos servidores da agência no município causou um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 milhão aos cofres públicos.

Conforme o presidente da subseção de Ariquemes, Alex Sarkis, os falsos advogados atuavam com total cumplicidade com o servidor do INSS no intuito de prejudicar terceiros. “Já a algum tempo, a OAB instalou uma comissão de fiscalização para apurar a atuação ilegal e essas pessoas já eram investigadas dentro da OAB. Inclusive, culminou na prisão de uma delas por exercício ilegal da profissão no ano passado”, comenta.

Em março de 2016, uma falsa advogada foi identificada tentando aplicar o golpe em um cliente do município. A OAB e Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) conseguiram evitar o golpe aplicado pela falsa defensora, que cobrava alto valor de suposto honorário.

A vítima possuía um processo junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para receber um benefício previdenciário por conta da morte do esposo desde 2013. Neste período, surgiu a falsa advogada que, após conversas com a vítima, passou a ser responsável pelo processo e exigia a quantia de 70% da quantia total como forma de pagamento.

Segundo Sarkis, nem mesmo a prisão de uma falsa advogada foi capaz de intimidar os integrantes do grupo criminoso. “É muito importante dizer que existe outros falsos defensores por aí e a OAB continua firme neste propósito de repelir essas pessoas em conjunto com órgãos estatais, Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário. A população deve ficar atenta a estas situações para não realizarem essas negociatas com pessoas sem a certeza de ser um advogado”, relata.

O presidente da subseção de Ariquemes ainda informou que além de estar cadastrado no quadro da OAB, o profissional precisa estar com situação regular nos quadros da Ordem e para ter certeza o cidadão pode realizar uma consulta pela internet.

“Quando o cidadão se deparar com uma vantagem muito grande deve-se desconfiar da negociação, pois estas pessoas vendem facilidades e na verdade o cidadão deve procurar uma segurança jurídica”, salienta Alex Sarkis.

Operação Consilium Fraudis
A PF deflagrou na última terça-feira (14) a Operação Consilium Fraudis, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de cometer fraudes no INSS em Rondônia. Segundo a PF, os suspeitos desviaram R$ 1,2 milhão dos cofres públicos entre os municípios de Ariquemes,Alto Paraíso e Porto Velho.

A PF apurou que servidores do INSS de Ariquemes recebiam propina em troca da concessão de benefícios previdenciários fraudulentos, principalmente em casos de pensão por morte rural. O grupo criava processos administrativos com documentos falsos para justificar a liberação dos benefícios.

Por G1/RO

Um pescador que não teve a revelada foi autuado por pesca ilegal nesta segunda-feira (13), emAriquemes (RO), na região do Vale do Jamari. A autuação foi no Rio Canaã, onde o homem carregava 110 quilos de pintado, tucunaré, cachorra e piranha. O período de defeso, época em que a pesca não é permitida por causa da reprodução dos peixes, termina nesta quarta (15).

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), na ação o pescador teve a tarrafa, malhadeira, motor e barco apreendidos. O suspeito ainda teve que pagar mais de R$ 1,7 mil de multa. Os objetos apreendidos foram conduzidos a Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado.

A Sema diz ainda que inclusive pescadores amadores devem possuir uma carteira emitida pelo Ministério da Pesca, para evitar problemas com a fiscalização. Para emitir a licença de pesca amadora basta entrar no site do Ministério da Pesca, preencher um formulário e pagar uma guia de recolhimento.

O valor é de R$ 20 para pesca não embarcada (barranco) e R$ 60 para pesca embarcada. Estão dispensados da licença somente pescadores que utilizem apenas linha de mão.  Por G1/RO

O prefeito Thiago Flores (PMDB) criticou, através de uma rede social, a nota emitida Ministério Público de Rondônia (MP-RO) onde diz que os livros escolares com união estável entre homossexuais serão entregues aos alunos de Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. A decisão de não entregar os livros didáticos até suprimir as páginas com a temática de diversidade familiarfoi anunciada em janeiro pelo prefeito, com apoio dos vereadores.

Na postagem na própria rede social, o prefeito disse que a nota não é verdadeira e que ele segue sem autorizar a entrega dos livros. “Não há por hora da prefeitura de Ariquemes nenhum comando dizendo para entregar os livros escolares”, afirmou o prefeito nesta semana.

Em uma nota publicada no site oficial, o MP-RO afirma que Thiago Flores “cumpre voluntariamente pedido liminar do Ministério Público e determina às escolas municipais a distribuição de livros didáticos censurados”.

A nota também diz que os diretores contaram à promotoria que, na manhã da última segunda feira (6), em uma reunião com diretores das escolas municipais, o prefeito teria anunciado que as escolas têm liberdade para decidir sobre o planejamento pedagógico. O MP ainda diz que os diretores contaram que o prefeito permitiu a utilização dos livros.

Livro mostra composição por diferenters famílias (Foto: Rede Amazônica/ Reprodução)

“Os diretores trouxeram à tona, que Thiago Flores esclareceu que os livros se encontram disponíveis nas bibliotecas de cada Escola e orientou que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com a necessidade e a proposta pedagógica de cada turma. Assim, repassou a responsabilidade da decisão de distribuição e da forma de distribuição aos gestores escolares”, descreve a nota.

Procurada, a assessoria do Ministério Público diz que só vai se manifestar após uma decisão judicial na ação contra o prefeito na Justiça Federal.

O G1 visitou algumas escolas municipais e foi informado em algumas delas que os livros com união gay foram entregues e já estão sendo usados pelos alunos. No entanto, ainda há escolas onde os livros estão retidos.

Caso
No início do mês de janeiro, oito dos treze vereadores protocolaram um ofício para solicitar a suspensão e o recolhimento dos livros didáticos disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) que serão distribuídos neste ano, a fim de evitar a discussão sobre ideologia de gênero nas escolas do município.

Em agosto de 2016, os livros com o conteúdo foram entregues às escolas, mas foram retirados dos alunos pelo município.

De acordo com um dos vereadores responsáveis pelo ofício, Amalec da Costa (PSDB), existe uma lei municipal em vigência a qual não permite a exposição de conteúdos com ideologia de gêneros aos alunos do ensino fundamental.

“Todos estes livros enviados pelo MEC vêm com conteúdo de formação de família por homossexuais, orientação sexual, uso de preservativo. Entretanto acreditamos que estes assuntos devem ser abordados pelos pais e não nas salas de aulas, principalmente, por lidar com crianças”, analisa.No dia 23 de janeiro o prefeito de Ariquemes, Thiago Flores (PMDB), realizou uma reunião com 12 vereadores para debater sobre o assunto. Na ocasião eles decidiram retirar os trechos com ideologia de gênero e diversidade familiar dos livros.

O G1 teve acesso aos conteúdos presentes nos livros didáticos e constatou a presença de questões relacionadas à diversidade sexual nas formações de famílias. Em um livro de geografia do 3º ano, o texto apresenta que as famílias podem ter diversas composições e apresenta uma foto com duas mães e as filhas.

Em um livro de história do 2º ano, uma imagem conta a história de Theodora. “Theodora e seus pais, Vasco e Dourival – o primeiro casal de união homoafetiva a adotar uma criança no Brasil, em 2006”.

Em um livro de geografia do 3° ano, o material indica a leitura ao aluno sobre um texto de um casal homossexual que adotou uma criança com necessidades especiais.

Já em um livro do 1º ano, um exercício leva aos alunos completar as legendas das fotografias escrevendo o número de pessoas de cada família. Entre as imagens, está a de uma família formada por dois pais e uma criança.

Para o Ministério da Educação (MEC), a atitude de suprimir as páginas de livros escolares é ilegal. Segundo o MEC, a supressão dos livros distribuídos no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) afronta à legislação dos materiais didáticos, pois as escolas possuem o dever de zelar dos livros.

Repercussão
O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) publicou, na página oficial do Facebook, um texto de repúdio contra a escolha dos vereadores e prefeito de Ariquemes (RO) em mandar retirar trechos de livros escolares sobre união homossexual e ideologia de gênero. No texto, o parlamentar pergunta se a sociedade está “voltando para época de inquisição” e relata que está estudando, junto com a assessoria, a melhor maneira de impedir  tal “arbitrariedade”.Horas depois da postagem, já na noite de terça-feira (24), o prefeito Thiago Flores (PMDB) rebateu a crítica do deputado Jean Wyllys na mesma rede social.  “E ai pessoal!! Tô pensando aqui se respondo ao Jean Wyllys ou lavo a louça da minha pia… Ah! Decidi: vou lavar a louça”, postou o gestor.   Por G1/RO

Moradores da Avenida Perimetral Leste plantaram uma bananeira no meio da via para protestar contra um buraco, em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. O objetivo da ação, feita nesta sexta-feira (10), segundo populares da região, é chamar a atenção do poder público quanto ao problema.

O plantio foi realizado na manhã desta sexta-feira, após um acidente de trânsito no trecho da avenida que passa pelo Setor 9 de baixo, onde segundo moradores uma mulher teria se ferido.

Conforme Carlito Pereira Souza, morador da região, a bananeira foi colocado para protestar e alertar motoristas, depois de um acidente entre uma moto e um carro. “O carro veio e deu de cara com o buraco, freou, daí a mulher [motociclista] que vinha atas acabou caindo. Colocamos a planta para evitar outros acidentes”, relata.

Ao G1, a assessoria de comunicação da prefeitura de Ariquemes informou que devido ao período chuvoso, as atividades de manutenção das vias ficam comprometidas, mas que em dias mais secos os trabalhos são realizados e deve acontecer em breve também na Avenida Perimetral Leste, no trecho alvo de reclamação dos moradores.  Por G1/RO

Em reunião realizada na tarde da última segunda-feira (06/03), na sede da Promotoria de Justiça de Ariquemes, com todos os diretores e vice-diretores das escolas municipais de Ariquemes, com a Secretária Municipal de Educação, Cleuzeni Maria de Jesus, e as Promotorias de Justiça de Educação e Defesa do Patrimônio Público, foi informado que na manhã daquele mesmo dia, aquele mesmo grupo reuniu-se com o prefeito Thiago Flores, o qual ressaltou, através da leitura de um documento, que nunca havia dado ordem formal de recolhimento do material didático e que essa ordem partiu da gestão anterior, bem como, que cada escola tinha liberdade de decidir sobre o planejamento pedagógico.

Os diretores trouxeram à tona, que Thiago Flores esclareceu que os livros se encontram disponíveis nas bibliotecas de cada Escola e orientou que podem ser trabalhados em sala de aula, de acordo com a necessidade e a proposta pedagógica de cada turma. Assim, repassou a responsabilidade da decisão de distribuição e da forma de distribuição aos gestores escolares.

Perante o Ministério Público, os diretores reiteraram que o material didático não possui conteúdo de “ideologia de gênero”, mas de diversidade familiar e que a discussão desse tema em sala de aula é necessária e importante, uma vez que bulling, homofobia e a presença de alunos oriundos de famílias diversas é uma realidade nas escolas, mesmo nas séries iniciais, como também obrigatória, já que a Lei Municipal que trata do Plano de Educação de Ariquemes, determina a promoção da Diversidade e tem como meta o respeito à diversidade.

Também se ressaltou a gravidade de se expor um tema tão sensível e técnico de forma precipitada e amadora em redes sociais, sem uma conversa ou consulta aos profissionais de educação, que agora são questionados por parcela da sociedade, que manifesta temor e desconfiança com todo o sistema municipal de educação, inclusive, fragilizando o sistema educacional, já que a competência da escola tem sido questionada após a celeuma.

Instada a esclarecer qual será o suporte dado aos diretores, para esclarecer os pais acerca da importância da apresentação e discussão do conteúdo de diversidade familiar, que vem sendo alvo de polêmica na comunidade ariquemense, após o clima de terror e homofobia gerado através de postagens oficiais da Prefeitura nas redes sociais, a Secretária de Educação, Cleuzeni de Jesus, declarou que cada escola irá receber um documento com as orientações a serem seguidas e reforçou que “o livro está disponível e será utilizado de acordo com a proposta pedagógica de cada escola”.

Acrescentou que “será feito um trabalho de conscientização aos pais, de que o conteúdo dos livros faz parte do currículo e tem que ser trabalhado” e ainda que, em termos de segurança, a prefeitura de Ariquemes já pensou em tudo “que será dado amparo, serão feitas palestras, informação, conscientização, mostrar para os pais a realidade do que está nos livros”.

Fonte : MP/RO

Uma ordem de serviço para a construção do Núcleo de Criminalista (Nucrim) da Polícia Civil foi assinada, nesta segunda-feira (6), em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. De acordo com a Polícia Civil, a nova estrutura comportará o Instituto Médico Legal (IML), Instituto de Criminalística (IC) e Instituto de Identificação Civil e Criminal (IICC) para auxiliar na produção de laudos técnicos científicos e periciais. A obra custará R$ 3 milhões e tem a previsão de ser entregue em março de 2018.

O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER) de Rondônia será a empresa responsável pela obra. Concluído, o Nucrim deverá resolver o problema atual enfrentado nas instalações do atual IML do município.

Em janeiro deste ano, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) interditou o local devido a falta de funcionários e pela estrutura precária. Por conta da interdição, todos os trabalhos que deveriam ser realizados no município foram encaminhados para Porto Velho.

Para o delegado regional Rodrigo Duarte, com a Nucrim em funcionamento os trabalhos das investigações se tornará mais eficiente e os crimes poderão ser solucionados em menos tempo.

“Com uma melhor estrutura do IML, viabilizará o armazenamento dos corpos, uma melhor iluminação para a realização dos exames e outras providências. Vai também contribuir muito para uma produção de laudos mais rápida, segura e eficiente por parte dos médicos legistas”, relata.

A nova unidade será construída em uma área 5.070 etros quadrados, entre a Linha C-65 (Avenida Hugo Frey) e o Setor Residencial Eldorado. O núcleo abrangerá 12 municípios da região como Ariquemes, Alto Paraíso, Buritis, Cacaul&acirc ;ndia, Campo Novo de Rondônia, Cujubim, Governador Jorge Teixeira, Jaru, Monte Negro, Rio Crespo, Vale do Anari e Theobroma.

Interdição IML de Ariquemes
O Cremero resolveu pela interdição ética no IML após uma fiscalização realizada no dia 12 de janeiro. De acordo com o Conselho, a precariedade nas instalações atinge diversas áreas. O prédio localizado ao lado da Casa de Detenção do município não possui sala própria para a necrópsia, e as autópsias são feitas na parte externa, em uma varanda que não tem iluminação. Além da falta de equipamentos e alguns dos equipamentos presentes apresentaram danos.

Outro problema enfrentado no local é a falta de profissionais, em janeiro o Cremero constatou quedos quatro médicos legistas que estavam na escala, um entrou de férias, dois estão afastados por problema de saúde, e o único médico legista que estava trabalhando pediu afastamento por sobrecarga de trabalho. No mês seguinte, com a volta do legista que estava de férias os trabalhos no local foram retomados.  Por G1/RO

O Município de Ariquemes, o prefeito Thiago Flores e sete vereadores estão sendo processados pelo Ministério Público Federal (MPF) e Estadual (MP/RO) em uma ação civil pública. O motivo da ação foi o recolhimento de livros didáticos fornecidos pelo Ministério da Educação (MEC), com a intenção de arrancar ou censurar páginas que mostram diversidade familiar e de gênero.

Para o Ministério Público, os réus praticaram improbidade administrativa, ato de censura ilegal e estimularam a homofobia, afrontando os princípios constitucionais de construção de uma sociedade livre, justa e solidária, sem preconceito e discriminação. Em janeiro deste ano, o novo prefeito de Ariquemes recebeu um requerimento parlamentar para recolhimento dos livros. Segundo o Ministério Público, sete vereadores usaram argumentos inverídicos e homofóbicos para embasar o pedido e Thiago Flores aproveitou para promover-se pessoalmente e explorar a discussão politicamente, criando para isso uma enquete virtual e popular na internet.
A enquete não esclarecia nem mostrava os conteúdos dos livros, tampouco apontava os motivos sobre a escolha deles pela escola e pelos professores.

Para o Ministério Público, a enquete “transformou-se em um debate superficial, agressivo, discriminatório e injurioso contra a comunidade LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) estimulado pelo próprio poder público”. Com o resultado da enquete, o prefeito determinou o recolhimento dos livros.

O Ministério Público analisou os livros e constatou que “em nenhum momento os livros apresentam matéria tendenciosa ou incitadora de sexualidade precoce, homossexualismo ou mesmo apologia à homoafetividade, apenas apresenta diversidade familiar, demonstrando as diferentes formas de constituição das famílias e ressaltando sua importância para a formação dos indivíduos”.

Antes de ingressarem com a ação civil pública, MPF e MP/RO tentaram resolver a questão de forma extrajudicial, inclusive foi expedida uma recomendação pela Promotoria de defesa dos direitos humanos. O objetivo do Ministério Público é impedir qualquer censura das páginas dos livros, ainda que indireta ou por intermédio dos pais.

Pedidos – Na ação, o Ministério Público pede que a Justiça determine a distribuição imediata dos livros com todas as páginas originais, com entrega aos alunos, como ocorre em todos os anos. Outro pedido é para que o Município de Ariquemes retire imediatamente publicações sobre o tema dos livros didáticos de suas páginas de redes sociais.

Além do prefeito Thiago Flores, são réus na ação os vereadores Amalec da Costa, Pedro Basílio de Souza Júnior, Joel Martins de Oliveira, Carla Gonçalves Redano, Vanilton Sebastião Nunes da Cruz, Loureci Vieira do Araújo e Natanael Emerson Pereira da Lima.

Todos vão ser julgados e podem ser condenados às penalidades da Lei de Improbidade Administrativa, que inclui a perda do cargo. Eles também podem ser condenados a pagar indenização por danos morais sofridos pelo Município de Ariquemes, pela União e pela própria sociedade. O valor mínimo pedido de indenização é de R$ 2 milhões por terem causado prejuízos aos alunos e também à comunidade LGBTT.

Os autores da ação são as promotoras de Justiça Joice Gushy Mota Azevedo e Priscila Matzenbacher Tibes e os procuradores da República Reginaldo Trindade e Raphael Bevilaqua. A consulta processual na Justiça Federal pode ser feita pelo número 1513-61.2017.4.01.4100.

Fonte : MPF -RO

Um homem procurado pela Justiça por tráfico e porte ilegal de arma foi preso, neste fim de semana, enquanto viajava em um ônibus interestadual, na BR-364, em Jaru (RO). A prisão do foragido foi feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Jaru (RO). O ônibus havia saído de Rio Branco e tinha como destino final a cidade de Cuiabá.

Conforme informações da PRF, a abordagem foi realizada próximo à cidade de Jaru (RO), a 200 quilômetros de Porto Velho. Durante a verificação dos documentos, os policiais encontraram dois mandados de prisão em nome de um dos passageiros, sendo um por tráfico de drogas e outro por porte ilegal de arma de fogo.

Ainda de acordo com a PRF, o homem foi conduzido à Casa de Detenção de Jaru (RO) para cumprimento da pena.       Do G1 Ariquemes e Vale do Jamari

 

Funai e PF se deslocaram até aldeia de RO para evitar confronto armado.
Invasores estavam extraindo madeira e vendendo lotes de terra.
Índios da etnia Uru-Eu-Wau-Wau expulsaram cerca de 30 homens que invadiram uma área indígena para extrair madeiras de forma ilegal e vender lotes de terras da reserva ambiental, no entorno da aldeia, em Campo Novo de Rondônia (RO), município a 304 quilômetros de Porto Velho. Uma força tarefa composta por agentes da Polícia Federal (PF) e Fundação Nacional do Índio (Funai) se deslocou para o local do conflito desde quinta-feira (16).
Para evitar um confronto armado entre os índios e o grupo de invasores, formado por madeireiros e agricultores, a Funai propôs a ida até o local e analisar o problema comunicado. Em 2016, alguns dos índios da etnia fotografaram atividades de extração ilegal de madeiras e prenderam três invasores da reserva por mais de 12 horas.
A reserva Uru-Eu-Wau-Wau está localizada na região central do Estado e fica na rota do avanço das indústrias madeireiras e da pecuária. A preservação desta área é fundamental, tendo em vista que algumas das nascentes dos principais rios do estado estão na reserva ambiental e possui ao longo de sua área pelo menos 12 sub-bacias hidrográficas que nascem no local.

De acordo com a Funai, a floresta é o habitat de quatro povos indígenas reconhecidos e ainda possui cerca de três grupos de índios isolados que também vivem na área verde.
Lideranças indígenas de Rondônia confeccionaram uma carta onde denunciam a invasão para ser entregue à Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Que a carta venha intervir sobre a questão da violação do direito dos povos indígenas no Brasil, não só em Rondônia, como nos outros estados do nosso país”, almejou o coordenador geral da organização dos povos indígenas de Rondônia, José Luiz Cassupá.

Fonte : G1 / RO Ariquemes