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Na rede social, o açougueiro de 19 anos afirmou que iria “queimar no inferno”; para policiais, o jovem confessou o crime e não mostra arrependimento

Um crime vem chocando a comunidade de Mongaguá, no litoral de São Paulo. O açougueiro Pedro Miranda, de 19 anos, esfaqueou a irmã pelas costas quando ela estava carregando o pai dos dois, que é cadeirante. O suspeito foi preso ainda na última sexta-feira (5) e durante as investigações, os policiais descobriram uma personalidade raivosa. Momentos antes do crime, Pedro utilizou as redes sociais para ameaçar matar fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, afirmando que iria “queimar no inferno”. Para a polícia, o suspeito confessou o crime, não está mostrando qualquer arrependimento e ainda disse que quem estava com a faca era a irmã, Vitoria Miranda Costa, de 22 anos.

Na rede social, Pedro escreveu que iria matar todos fiéis da Igreja Universal, inclusive o pastor Valdomiro. Na mesma postagem, o suspeito escreveu que o grupo era um “bando de lixo filho da p***”. O delegado Ruy Mattos, responsável pelo caso, comentou que o criminoso estava embriagado quando fez a publicação e também quando assassinou a própria irmã, que teve ainda o rosto desconfigurado.

Em depoimento, o jovem confessou o crime, mas disse que quem estava com a faca era a vítima. A versão contradiz o que foi revelado pelo pai, que presenciou todo o assassinato e nada pôde fazer. Ainda conforme Mattos, o assassino não está mostrando arrependimento. O que choca é que Pedro estaria sentindo-se um “ídolo ou ícone”, de acordo com as palavras da autoridade responsável pela investigação.

O suspeito foi identificado por policiais da cidade de Itariri, na região do Vale do Ribeira. Lá, o jovem foi visitar a ex-namorada. Para ele, o término do relacionamento era culpa da sua irmã, sendo que testemunhas garantem que a mulher o largou por causa de se perfil. “É um rapaz problemático”, destacou os policiais. Além disso, as autoridades acreditam que o açougueiro já tinha a intenção de assassinar a irmã.

O crime foi cometido ainda na quinta-feira (4), na casa da família, em Mongaguá. Após a irmã informar que o rapaz tinha que se “conformar” pelo final do casamento, Pedro a atacou com uma faca pelas costas. Depois, desconfigurou o rosto da vítima e ainda deu golpes nos braços e nos seios de Vitoria. No momento do primeiro golpe, a jovem estava carregando o pai cadeirante para cama. A vítima faleceu no local.

Fonte  : News365

Uma  jovem de 22 anos foi encontrada morta na Lagoa da Libânia, no bairro Mondubim, em Fortaleza (CE), na segunda-feira (1º). A vítima apresentava ferimentos feitos com objetos cortantes, além de ter marcas de tiros pelo corpo. Moradores da região afirmaram que o suspeito de cometer o crime teria circulado com o corpo da mulher na garupa de uma motocicleta.

De acordo com informações do Tribuna do Ceará, o homem, quando chegou ao rio, bateu a cabeça da vítima contra uma pedra e abandonou o corpo no local. Uma familiar, que não quis se identificar, disse que Stefhani Brito, além de sofrer agressões físicas e psicológicas do companheiro, teria ido se encontrar com ele no dia em que foi achada morta.

“Eu creio que ela sofria ameaças porque lembro que a gente falou para ela não ir e ela disse: ‘Eu vou por causa de vocês’”, disse a mulher. De acordo com a familiar, o suspeito batia em Stefhani e amarrava para que ela não gritasse. Além disso, a jovem aparecia com marcas de queimaduras e agressões no corpo. “Ele queimava ela com a colher e com cigarro. Ela era cheia de marcas. Batia nela e ainda amarrava”, ressaltou

NOTÍCIAS AO MINUTO

Um ônibus que transportava 50 passageiros caiu de um precipício e deixou pelo menos 25 mortos na região de Pasamayo, no Peru, nesta terça-feira (2).

De acordo com informações da agência estatal Andina, a informação foi confirmada pelo chefe do departamento de estradas do local.

O acidente aconteceu em um trecho da estrada conhecido como “curva do diabo”. Segundo a agência Andina, mais de 20 unidades dos bombeiros participam do resgate.

NOTÍCIAS AO MINUTO

Shows de fogos de artifícios, apresentações de grandes artistas nacionais, medidas de segurança reforçadas… Confira como foi a festa de réveillon, na virada de 2017 para 2018, em algumas das principais capitais do Brasil.

Rio de Janeiro

A tradicional festa de revéillon do Rio de Janeiro, nas areias de Copacabana, foi marcada por uma série de eventos inéditos:  2,4 milhões de pessoas, show de fogos de artifício com 17 minutos de duração e a cantora Anitta como atração principal da noite.Cerca e 25 toneladas de fogos, espalhados por 11 balsas, coloriram o céu da cidade com formas geométricas, corações e carinhas felizes.

A edição 2017-2018  teve como tema “Abraço”, gerando uma confraternização entre o público presente, embalado também por nomes como DJ Tucho, Ana Petkovic, Belo, Cidade Negra e Frejat.

Não houve grande registro de violência, mas as queixas de furtos teriam aumentado logo após a queima de fogos, de acordo com a 12ª DP (Copacabana). Entre os casos mais graves está um atropelamento ocorrido no Viaduto Santiago Dantas, que chegou a interditar uma das faixas da via e a perturbar o trânsito na região.

São Paulo

Cerca de 1,7 milhão de pessoas passaram pela Avenida Paulista por volta da meia-noite, segundo a organização do evento, onde foram recebidas com shows de Claudia Leitte, Latino, Sambô e Dj Memê. A participação do público superou as expectativas, segundo a Folha de São Paulo, já que era esperado um público de 1,2 milhão.

Mesmo sem chuva, ao contrário do que havia sido previsto para a noite da virada do ano em São Paulo, quem compareceu à festa promovida pela prefeitura da capital teve motivos para reclamar: o preço da bebida. Cada latinha de cerveja era vendida a R$ 10.  “Isso é um roubo, até parece que é para afastar quem é pobre”, disse a cabeleireira Sônia Regina Gomes, 55, à Folha.

Os pontos altos da festa ficaram por conta da segurança, já que nesta edição da festa a Avenida Paulista foi separada em quadrantes, com cercas que dividiam grupos de até 500 pessoas. Na medida em que um quadrante atingia a sua lotação, a segurança do evento fechava o espaço e abria outro.

“É uma festa reconhecida, com segurança, ainda mais quando você vem com criança”, disse a universitária Talita Lima ao jornal. Segundo a organização do evento, até 00h30 não foram registrados graves incidentes pela polícia. A segurança foi reforçada por 3 mil pessoas, entre policiais militares, guardas civis metropolitanos e seguranças privados.

Salvador

A contagem regressiva do Festival Virada Salvador, como é conhecida a festa de revéillon na capital baiana, foi puxada pela cantora Ivete Sangalo, grávida de gêmeos, com sete meses de gestação.

“Muita saúde, muito amor. Tolerância, paz, alegria, vida, harmonia, respeito, muita música, gratidão a Ele que deu a vida pra gente. Que seja um ano de prosperidade, de não violência, de alegria, de fé, de boas notícias”, disse Ivete no palco, segundo o G1. A  expectativa de público era de 500 mil  pessoas, dados ainda não confirmados pelas autoridades locais.

Antes mesmo do pôr-do-sol a festa já havia começado para os turistas e soterapolitanos, com a abertura do evento por volta das 17h, pelo grupo Ilê Ayê, seguido por Amanda Santiago. Após a chegada de Ivete, a festa seguiu com 15 minutos de show pirotécnico acompanhado por uma trilha sonora especial, além de atrações como Bell Marques e a dupla Jorge e Matheus.

Brasília

Com um número de participantes menor que nas outras cidades, a festa de réveillon de Brasília se dividiu em dois pólos principais:  na Esplanada dos Ministérios, com um público de 40 mil, e na Prainha dos Orixás, com 4,5 mil presentes, segundo o G1.

A festa foi comandada por duas presenças femininas fortes, de estilos diferentes. A cantora Alcione subiu primeiro ao palco do evento na Esplanada dos Ministérios, por volta das 21h20. Mas quem puxou a contagem da virada do ano no centro da capital federal foi a cantora Joelma (ex-Calypso), seguida por um show pirotécnico de 10 minutos de duração.

“Fiquei muito feliz ao ser convidada para fazer a contagem regressiva. Subo no palco com alegria, respeito ao público, muita dança e alto astral”, comentou a cantora durante a apresentação.

Segundo informações da polícia, não houve registros graves de violência na virada do ano em Brasília. Ainda de acordo com o portal, o evento teria custado R$ 1.965.327,60 aos cofres públicos, gasto total com estrutura, contratações e cachês de artistas locais.

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cantor de uma festa de Ano Novo de um sítio localizado no município de Custódia, em Pernambuco, foi atingido por vários tiros durante a apresentação. Robson Batista de Lima, de 29 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada desta segunda-feira (1°).

O suspeito é conhecido como “Naldo de Urubano”. De acordo com o “JC Online”, ele chegou no local da festa em uma moto e foi em direção ao cantor, atirando várias vezes, fugindo na sequência.

Um homem que participava da festa tentou conter a fuga do suspeito e acabou ferido por um tiro na perna.

Ainda segundo a publicação, a polícia foi acionada e realizou buscas pelas redondezas, onde encontrou um revólver calibre 38 e munições.

O suspeito segue foragido e a motivação do crime ainda é desconhecida pela polícia.

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Uma rebelião na tarde desta segunda-feira, 1º de janeiro, deixou nove detentos mortos e outros 14 feridos na Colônia Agroindustrial, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás. Os dados são da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) do Estado, que também confirma a fuga de 34 presos da unidade.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Aparecida de Goiânia (SSPAP) informou que a rebelião aconteceu depois que detentos da ala C invadiram a ala B, dando início a um confronto. Os presos também incendiaram a unidade prisional.

Familiares dos detentos estão na porta do presídio à espera de informações. Funcionários do local informaram que realizam uma chamada para saber quais presos ainda estão na unidade.

Agentes do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, retomaram o presídio por volta das 16 horas.

O Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer) da PM também atua para conter possíveis fugas e tentar recapturar foragidos. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Apartir desta segunda-feira (1º) uma nova modalidade tarifária de energia elétrica estará disponível para consumidores com média mensal superior a 500 quilowatt/hora (kWh) e para novas ligações. É a tarifa branca, que mostra a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo e será oferecida para unidades consumidoras que atendidas em baixa tensão, como residências e pequenos comércios.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), todas as distribuidoras do país deverão atender aos pedidos de adesão à tarifa branca das novas ligações e dos consumidores com média mensal superior a 500 kWh.

A tarifa branca dá ao consumidor a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana em que a energia elétrica é consumida. Se o consumidor usar a energia elétrica nos períodos de menor demanda, como pela manhã, início da tarde e de madrugada, por exemplo, o valor pago pela energia consumida será menor.

Se o consumidor, porém, achar que a tarifa branca não apresenta vantagem, ele pode solicitar sua volta à tarifa convencional. A distribuidora terá 30 dias para atender o pedido. Todavia, se voltar à tarifa branca, o consumidor terá um período de carência de 180 dias. Por isso, é importante que, antes de optar pela tarifa branca, o consumidor examine seu perfil de consumo para ver qual tarifa lhe atende melhor.

De acordo com a Aneel a tarifa branca não é recomendada para quem concentra o consumo nos períodos de ponta e intermediário porque o valor da fatura pode subir. Para ter certeza do seu perfil, o consumidor deve comparar suas contas com a aplicação das duas tarifas. Isso é possível por meio de simulação com base nos hábitos de consumo e equipamentos.

A tarifa branca não se aplica aos consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei, e à iluminação pública.

Para mais informações sobre a tarifa branca, o consumidor pode consultar o site da Aneel. Com informações da Agência Brasil.

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Há um ano, na tarde do dia 1° de janeiro de 2016, o pior massacre do sistema carcerário do Amazonas chocou o país. Desencadeada pela guerra entre facções rivais e em protesto contra a superlotação, uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) resultou na morte de 56 detentos, além da fuga de 130.

A rebelião começou por volta de 16h, quando alguns detentos do pavilhão 3, entre eles membros da facção criminosa Família do Norte (FDN), renderam agentes e trocaram tiros com policiais militares em uma área da unidade prisional chamada de “seguro”. Lá ficavam os presos considerados vulneráveis e alguns membros de outra facção, o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Após o massacre, 280 detentos foram transferidos para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus, que, uma semana após o massacre do Compaj, foi palco de nova rebelião, dessa vez com quatro detentos mortos.

Passados alguns dias da chacina, o que se viu foi a peregrinação de familiares de presos em busca de informações, principalmente mães e esposas de detentos.

Em maio, a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa foi desativada. Os 162 internos que estavam no local foram levados para um novo presídio, o Centro de Detenção Provisória (CDP II). A medida fez parte de um acordo entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e órgãos de segurança, do Judiciário e o Ministério Público do Amazonas para encerrar definitivamente as atividades da cadeia, após 110 anos de funcionamento.

Prisões

Dez meses após a primeira rebelião, o Tribunal de Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva de 205 pessoas que tiveram participação ou envolvimento no massacre, a maior parte deles, 159, já presos no sistema prisional amazonense. O tribunal também pediu a transferência de nove acusados para presídios federais de segurança máxima. Trinta e sete detentos estão foragidos.

Após meses de investigação, a Polícia Civil do Amazonas pediu o indiciamento de 210 pessoas. Além da rivalidade entre as duas facções, os policiais apuraram que algumas mortes foram motivadas por provocações entre os detentos por assuntos familiares.

CNJ

Após o massacre nas prisões amazonenses e outras rebeliões em presídios da Região Norte, a presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, determinou que o órgão apurasse as causas da crise na região. Relatório preliminar apresentado em março mostrou que as autoridades do Amazonas não sabiam ao certo o total de presos encarcerados no estado.

O conselheiro do CNJ Rogério Nascimento, que esteve no Amazonas para inspeção das condições carcerárias do local, constatou que, além da guerra entre as facções, o massacre foi motivado pelas péssimas condições dos presídios do estado, a superlotação e a fragilidade do sistema prisional.

O CNJ também identificou que a empresa Umanizzare Gestão Prisional E Serviços Ltda, contratada pelo governo do estado para administrar os presídios locais, recebia, em média, R$ 4,9 mil por mês por detento, enquanto a média em outros estados, como São Paulo, é de menos de R$ 2 mil mensais.

Apesar da discrepância, no dia 18 de dezembro de 2017, o governo do Amazonas prorrogou, sem licitação, o contrato com a Umanizzare por mais um ano. Com o aditivo, o governo local desembolsará R$ 3,4 milhões por mês com a empresa, que tem o maior contrato do executivo local.

Fonte  : Agência Brasil

Uma criança de dez anos morreu após um deslizamento de terra que causou o desmoronamento de uma casa em Mauá, na Grande São Paulo, no início da manhã desta segunda-feira, 1º. O menino chegou a ser retirado com vida dos escombros, mas estava em parada cardiorrespiratória e não resistiu, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Um homem adulto que também estava na casa no momento do acidente foi parcialmente soterrado e resgatado sem ferimentos graves. Os nomes não foram divulgados.

A casa fica na viela Elis Bertolino dos Santos, próximo à Rua Angelino de Genaro, no bairro Jardim Itapark. A região de morro e vegetação densa foi atingida por fortes chuvas nos últimos dias, mas não chovia no momento do acidente, segundo os bombeiros da cidade. O local foi isolado e as causas do desmoronamento serão investigadas. Com informações do Estadão Conteúdo.

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Polícia Civil do Amazonas informou neste domingo (31), por meio de sua assessoria, que os dois fazendeiros contra quem a Justiça expediu mandados de prisão preventiva na quinta-feira (28) ainda não foram localizados e são considerados foragidos.

Suspeitos de envolvimento no sumiço de três trabalhadores rurais sem-terra em uma área de conflito fundiário de Canutama, no sul do estado, Antônio Mijoler Garcia Filho e Rinaldo da Silva Mota tiveram as prisões preventivas decretadas pela juíza titular da comarca, Joseilda Pereira Bilio, a pedido da Polícia Civil. A magistrada também autorizou buscas e apreensão de documentos e objetos em imóveis residenciais e comerciais ligados aos dois suspeitos.

Segundo testemunhas, os sem-terra Flávio Lima de Souza, Marinalva Silva de Souza e Jairo Feitoza Pereira foram vistos pela última vez em 14 de dezembro, quando vistoriavam parte da área conhecida como Igarapé das Araras, às margens do quilômetro 56 da Rodovia BR-319, distante cerca de 620 quilômetros de Manaus e a pouco mais de 50 quilômetros de Porto Velho.

Ex-chefe de brigada do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Flávio preside uma associação de moradores da qual Marinalva é a vice-presidente. Jairo é um dos 200 sem-terra que, desde 2015, ocupam a área que reivindicam que seja destinada à reforma agrária.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) disputa na Justiça, com fazendeiros, a titularidade da área ocupada pelos sem-terra. Recentemente, a Justiça decidiu em caráter liminar (provisório) que o registro de propriedade do imóvel em nome de particulares seja cancelado e o Incra informa que aguarda o resultado definitivo da ação judicial para então definir a destinação da terra.

A Polícia Civil tornou público que pediria a prisão preventiva dos dois fazendeiros ainda no dia 21. O pedido, no entanto, só foi ajuizado pelo delegado responsável no dia 23. Segundo a assessoria do tribunal, a requisição dos mandados só pode ser encaminhado para apreciação da juíza após o dia 26, quando Joseilda Pereira Bilio assumiu a titularidade da Vara de Canutama.

Na sexta-feira (29), um dia após os mandados serem expedidos, investigadores da 62ª Delegacia Interativa de Polícia se deslocaram para Porto Velho, onde os fazendeiros foragidos moram. Os suspeitos, no entanto, não foram localizados. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, um termo de cooperação entre as polícias dos dois estados permite aos investigadores amazonenses atuarem nos municípios de Rondônia próximos à divisa entre os dois estados.

A irmã de Flávio, Lucicleia Lima de Souza, disse à Agência Brasil que as famílias dos três desaparecidos estão desesperadas. Elas aguardam informações sobre o que aconteceu com os três líderes comunitários.

“Nossa esperança é, acima de tudo, em Deus. Apesar de emocionalmente muito abalados, estamos tentando achar caminhos para descobrir o que de fato aconteceu. Desde o início, sabíamos que tratava-se de algo muito grave”.

Para Lucicleia, a possibilidade deles estarem perdidas é nula. “Por pior que seja pensar que eles estejam sendo mantidos em cativeiro, esta é uma esperança a que continuamos nos apegando – mas na qual a polícia já não acredita mais. Pensar em outra hipótese é muito dolorido”, disse, criticando a demora das autoridades amazonenses em tentar deter os suspeitos e realizar buscas na sede da fazenda.

“Só conseguimos que entrassem na fazenda para realizar buscas 13 dias após os desaparecimentos. Se havia evidências, vestígios de algo, tudo foi limpo neste meio tempo”, acrescentou Lucicleia, comentando que as famílias esperam que o governo do Amazonas peça ajuda das forças de segurança pública do estado vizinho.

“Além de estarem mais bem equipadas que a polícia de Canutama, as equipes de investigadores de Porto Velho estão próximos do local e conhecem muito bem a região. Outra possibilidade é a Polícia Federal assumir o caso, já que as vítimas são lideranças sociais que já vinham denunciando sofrer ameaças e por terem desaparecido de terras da União em disputa fundiária.”

Semanas antes de desaparecerem, Marinalva registrou um boletim de ocorrência denunciando que empregados da fazenda ocupada teriam ameaçado integrantes da ocupação e Flávio chegou a procurar a Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Porto Velho para pedir ajuda dos movimentos sociais.

Entre 20 e 24 de dezembro, 12 soldados do Exército realizaram buscas pelos três desaparecidos, mas suspenderam os trabalhos sem encontrar indícios do paradeiro deles. A área de buscas é de difícil acesso e de vegetação densa. A Polícia Civil do Amazonas informou que mantém a busca e que já começou a ouvir o depoimento de pessoas que vivem próximas ao local onde os três sem-terra foram vistos pela última vez. A Polícia Civil não comentou as críticas de Lucicleia. Com informações da Agência Brasil.

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