Delegado que matou advogado em boate vai ficar preso “com colegas” por alegação de ‘risco de morte’ em presídios

O ofício da Seap foi uma resposta à solicitação feita pela juíza Mirza Telma, presidente do 1º Tribunal do Júri. Ela queria saber se algum presídio do Estado poderia receber, com segurança, Gustavo Sotero, que teve prisão preventiva decretada no último sábado (25). Com a negativa da Seap, ele vai permanecer na Delegacia Geral, custodiado por colegas com quem trabalhava normalmente até a última sexta-feira (24), antes de cometer o crime.

A Seap afirmou, na nota, que não existe “unidade prisional no Estado do Amazonas que possua dependência segura e isolada dos demais presos para a custódia de um policial”. A justificativa do órgão é que o caso é mais grave por ser um policial da ativa.

No documento, o órgão afirma que o Sistema Penitenciário do Estado não encontra-se totalmente estabilizado e diz que o fato “é de conhecimento do Poder Judiciário, Ministério Público e demais autoridades da Segurança Pública Estadual”.

Veja o vídeo do crime:

O caso

Por volta de 3h da madrugada de sábado (25), o delegado da Polícia Civil, Gustavo Sotero,plantonista do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), atirou dentro do Porão do Alemão, na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, zona Oeste de Manaus (AM).

Quatro pessoas ficaram feridas, três homens e uma mulher. Vítima do tiroteio, o advogado Wilson de Lima Justo Filho, 35, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele foi levado ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Wilson Justo foi candidato a vice-prefeito de Novo Airão nas eleições de 2016, pelo PR.

As informações são de A Crítica (AM).

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